História de Morro do Chapéu

História de Morro do Chapéu

Embora tenha sido explorada inicialmente pelos jesuítas, marcante é a presença dos bandeirantes nesse terreno; Gabriel Soares de Souza foi o primeiro a explorar a região com o objetivo de deslindar minas. Lendárias são as notícias das passagens de Muribeca o inventor das minas de prata, e de Robério Dias pelas terras do Morro do Chapéu. Grande influência teve o sertanista Romão Gramacho no desenvolvimento da região.

Entretanto o principal e definitivo fator de povoamento do município foi à licença de sesmaria, grande espaço de terras oferecida ao 6º Conde da Ponte João Saldanha da Gama de Mello e Torres Guedes de Brito, por D. Fernando José, rei de Portugal. Com a finalidade de promover o povoamento, foram fundadas as seguintes fazendas: Morro Velho (lugar onde nos idos de 1795, foi celebrada a primeira missa pelo Frei Clemente Adorno), Canabravinha, Santo Antonio, Tapera, São Rafael, Jaboticaba, Gurgalha, Olhos d’Chuva e Morrinhos. Por compra de um dos primeiros colonos cá chegado – Sr. Manoel Ferreira dos Santos – foi fundada a Herdade Gameleira em terras do logo Conde da Ponte. Tudo nos faz crer, que já em 1724, a geração de mancheia era presente em terras morrenses. Por iniciativa do Frei Clemente, inicia-se a construção de uma Capela em terras de Antonio Ferreira dos Santos (um dos filhos de Manoel Ferreira), que fez doação do terreno a Nossa Senhora da Perdão. Em 1823, houve um aumento na população por ocasião da chegada de portugueses refugiados da perseguição dos nacionais quando das lutas de independência do Brasil.

Com a epílogo da capela em 1834, foi o arraial ressaltado a freguesia por lei provincial nº 67 de 1º de junho de 1838 sob orago de Nossa Senhora da Perdão, desmembrada da freguesia de Santo Antonio de Jacobina. Seu primeiro vigário foi o padre Francisco Gomes de Araújo; naquela data, também, o povoado passa a invocar-se Morro do Chapéu e teve a categoria de província de sossego. Em 07 de maio de 1864 por meio da lei provincial de nº 933, a logo freguesia assume status de Vila e Município, formado pelas freguesias de Nossa Senhora da Perdão e Mundo Novo. Por grande influência do Cel. Dias Coelho, Morro do Chapéu é elevada à categoria de cidade em 08 de agosto de 1909.

Município localizado no Piemonte da Chapada Diamantina, é possuidor de uma biodiversidade acentuada, com uma posição geográfica privilegiada –1.293 metros supra do nível do mar – Morro do Chapéu é rico em belezas naturais com cachoeiras,grutas, sítios históricos e arqueológicos, além de clima privilegiadíssimo com uma temperatura média anual de 20 ºC, chegando a 8 ºC graus em períodos de inferno (abril a agosto). Possuidor de uma tradição histórica e cultural invejável, o Morro conta com duas Filarmônicas (sendo que a Filarmônica Minerva foi fundada em 1906), Grupos de Teatro, Livraria Pública (fundada em 1915), uma latente tradição do período dos coronéis, sendo que o Cel. Dias Coelho afigura-se porquê o mais importante e de história intrigante, pois foi o único preto a assumir tamanha patente nos primórdios do século pretérito na Bahia, em larvas diamantina.

As orquídeas, copos-de-leite e margaridas adornam as residências e os tabuleiros desta cidade, que completam 93 anos de vida intensa no campo da música, da arte dramática, de folguedos e supra de tudo de um povo hospitaleiro.

Origem do Nome

1 – Origem do nome: Os primeiros a penetrar nas terras da Chapada perceberam de distante um monte com forma de chapéu, logo começaram a invocar o Morro do Chapéu, nascente, sendo hoje o Morrão que tem uma altitude de 1.293m supra do nível do mar, e que é o ponto mais alto deste município.
2 – Origem do nome: Uma outra versão é a que, índios da tribo Payayas, supostos habitantes do Monte e seus periferia, usavam cabelos grandes amarrados no cimeira da cabeça em forma de trouxas e as pontas descidas, dando a sensação de que usavam chapéu e, por isso eram chamados índios dos chapéus.
Dias Coelho_Morro Do Chapéu

CORONEL FRANCISCO DIAS COELHO

Nasce a 03 de dezembro de 1864, fruto de Quintino Dias Coelho e Maria da Conceição Coelho (provável mestiço e uma negra, ambos livres), mais em virtude das condições de vida do jovem Dias Coelho, podemos declarar com certeza, que eram pobres e ligados econômica e afetivamente ao Major Pedro Celestino Barbosa, director político de Morro do Chapéu na era.
Sobre sua puerícia, zero ou quase zero podemos declarar com precisão. Sabia ler e ortografar já em sua juventude porquê autodidata. O entrada a professores particulares já era difícil para crianças brancas e ricas, quanto mais para uma muchacho negra e pobre, nascido sete anos antes da Lei do Ventre-Livre e 24 anos antes da anulação. Supomos que aprendeu a ler e grafar quando foi trabalhar na farmácia do Major Pedro Celestino, seu paraninfo; pois o contato com as receitas e fórmulas preparadas pelo Major, desperta no jovem Francisco totalidade interesse pela leitura, muito porquê pela matemática, que mais tarde lhe fora muito útil no negócio de diamantes.

Ainda jovem, ganha do paraninfo a patente de Alferes da Guarda Pátrio, era do Poderio, e aos 24 anos decide trabalhar por conta própria na compra e venda de diamantes com o moeda amontoado porquê farmacêutico, conseguindo com o tempo projetar-se porquê um dos maiores negociantes de diamantes e carbonatos da Bahia. Translato entre um dos seus mais ilustres clientes, a firma francesa Levy de Paris, que o convida para visitar a França, invitação leste, prontamente recusado, por ter Dias Coelho conhecimento do tratamento reservado aos negros na Europa. Em 1910 ganha desta firma uma imagem de Nossa Senhora da Soledade, vinda de Paris, medindo 2 metros de fundura e que hoje se encontra na capela de mesmo nome na cidade de Morro do Chapéu, um magia para os que a visitam.

Enquanto ascendia economicamente, ocupou os cargos mais importantes da burocracia lugar, primeiro porquê Tabelião de Notas, posteriormente porquê solene de Registro de Hipotecas, vindo depois a apinhar os dois cargos. Casou-se com dona Maria Umbelina de Oliveira Coelho, de cuja união não tiveram filhos. Todavia, o Coronel veio a ter um único fruto com uma mulata D. Vicentina C. de Amorim – Deusdedit Dias Coelho, que diplomou-se em medicina pela Faculdade da Bahia em 1917.
Politicamente compra a patente de Tenente Coronel da Guarda Pátrio. Em 1914 passa a ser Intendente Municipal, função maior no município naquela idade e ocupa leste função até a sua morte em 19 de fevereiro de 1919.

Nas palavras de Honório de Souza Pereira, podemos auferir uma pequena exemplar do espírito empreendedor e do que significou a gestão do Cel. Dias Coelho para Morro do Chapéu – “ Mencionar, discriminadamente o que tem feito o Cel. Dias Coelho neste Município será dificílimo, porém, temos cá na cidade por exemplo: a Lar da Câmara, toda transformada em forma elegante, o importante Prédio da Cárcere, o Prédio do Sanatório dos Órfãos, Curral Municipal feito de pedra e cal, Cemitério Municipal, Iluminação Pública, Pavimentação em diversas ruas, Ponte Cel. Dias Coelho no rio jacuípe, caixa d’chuva no lugar denominado Pó-só, e em construção o grande prédio para o grupo escolar, havendo no cofre Municipal um saldo de mais de doze contos, numerando-se em todos os distritos importantes benfeitorias ”.

Junto com o Profº Antonio Gabriel de Oliveira, criou em 05 de outubro de 1902 o Grêmio Literário que tinha porquê finalidade despertar nos munícipes o paladar pela música, jogos e a leitura, já que esta entidade possuía filarmônica, sala de jogos e uma livraria. Em 21 de outubro de 1906 transforma a filarmônica do Grêmio Literário da Vila de Morro do Chapéu em Sociedade Filarmônica Minerva, entidade que até hoje existe e que tem revelado muitos músicos talentosos em nosso município e estado, tendo porquê sede o Teatro Odilon Costa construído em 1944.

Trabalhador incansável, seu objetivo era engrandecer a terreno que lhe serviu de causa e, por isso aproveitando do seu prestígio político, conseguiu pelo Decreto nº 751 de 8 de agosto de 1909 a elevação deste município à categoria de cidade. Já porquê Intendente, em 11 de julho de 1915 transforma a Livraria do Grêmio em Livraria Municipal, existente até os dias de hoje. Grande apreciador da arte dramática, dizem que ele foi um dos principais colaboradores na construção do primeiro teatro da cidade; o Teatro Artur Azevedo, construído no final do século XIX e que veio a desabar na dez de trinta.

No dia 19 de fevereiro de 1919, o cintilação da estrela de primeira grandeza se apaga, participando do velório e funeral mais de 600 pessoas. A Chapada Diamantina perde assim, o preto de maior relevância política, sócio-econômica e cultural de sua história.

No dia 03 de Dezembro de 2009 o Prefeito Cleová Oliveira Barreto através do Sec. Municipal Milton José Pinto Fruto, inaugurou o Monumento em Homenagem ao Natalício do Coronel Francisco Dias Coelho, obra do estatuário Rosendo Neto.

Dados do Município

– POPULAÇÃO: 35.164;
Zona urbana: 20.267;
Zona rústico: 14.897.
– ÁREA TOTAL: 5.742,9 KM²;
– DISTÂNCIA DA CAPITAL: 392,0 KM;
– MICROREGIÃO: CHAPADA DIAMANTINA;
– MESOREGIÃO: CENTRO NORTE BAIANO;

LIMITES:
NORTE: SENTO SÉ, OUROLÂNDIA, UMBURANAS E VÁRZEA NOVA;
SUL: UTINGA, BONITO, CAFARNAUM E TAPIRAMUTÁ;
LESTE: PIRITIBA E MIGUEL CALMON;
OESTE: AMÉRICA DOURADA E SÃO GABRIEL.

DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 6,12 HAB/KM²
Latitude: 11°33’00”S;
Lonjura: 41°09’21”O;
Altitude: 1.011,0 METROS.

VEGETAÇÃO VARIADA: MATA, CERRADO, CAATINGA, TABOLEIROS, ETC;
CLIMA: TROPICAL DE ALTITUDE;
IDH: 0,588 (CENSO DE 2010);
PIB: R$ 118.985,356 MIL/2008;
TURISMO: CACHOEIRAS: FERRO DOIDO, AGRESTE, DOMINGOS LOPES, VENTURA, FLORES; GRUTAS: DOS BREJÕES, CRISTAL, BURACO DA VELHA DUDA; LAGOA DA VELHA, CAVALO MORTO; PARQUE ESTADUAL, BURACO DO POSSIDÔNIO, BALNEÁRIO DO TARECO, MORRÃO, CENTRO UFOLÓGICO, VILA DO VENTURA; PINTURAS RUPESTRES; ÁREAS DE SERRAS COM RELEVOS VARIADOS PARA RAPPEL;

ESPORTE: FUTEBOL, FUTSAL, HANDEBOL, BASQUETE, VOLLEY, CICLISMO, MOTOTRILHA E OUTROS JOGOS INFORMAIS;

MEIO AMBIENTE: VIDE TURISMO;
INFRA ESTRUTURA: HOTÉIS, POUSADAS, BALNEÁRIO E MEIOS DE TRANSPORTE DISPONÍVEIS;
SAÚDE: HOSPITAL, CLÍNICAS MÉDICO ODONTOLÓGICAS, SAMU, UPA A INAUGURAR, PSF’S, USF’S, UBS, CLÍNICA CARDIOLÓGICA, LABORATÓRIOS;

QUILOMBOLAS: BARRA II, VEREDINHA, BOA VISTA, VELAME, BREJÃO DA GRUTA, OURICURI II, CANABRAVA, VEREDA E QUEIMADA NOVA;

AGRICULTURA: FEIJÃO, MILHO, MAMONA, MANDIOCA, BANANA, MARMELO, UVAS VINÍFERAS, MORANGO, TOMATE, AMEIXA E GRANDE VARIEDADE DE HORTIFRUTIGRANJEIROS ORGÂNICOS;

PECUÁRIA: BOVINA LEITE E MISTA, CAPRINO-OVINOCULTURA E SUINOCULTURA EM PEQUENA ESCALA;
ARTESANATO: MINERAL E DE PRODUTOS DE EXTRATIVISMO VEGETAL;

EVENTOS – FESTAS:
PADROEIROS – SÃO BENEDITO, ESPÍRITO SANTO E NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS;
MICARETA;
ANIVERSÁRIO DA CIDADE E REVEILLON.

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