Aneel propõe bandeira tarifária amarela mais cara em 2017

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs, nesta sexta-feira (16), um aumento de 33% para o valor da bandeira tarifária amarela, que passaria de R$ 1,50 para cada quilowatts-hora (kWh) consumido para R$ 2 / kWh em 2017. Na revisão do cálculo das bandeiras tarifária proposta pela Aneel, o custo da bandeira tarifária vermelha 1 continuaria em R$ 3 / kWh e a bandeira vermelha 2 passaria de R$ 4,50 / kWh para R$ 3,50 / kWh.

As proposta ainda têm que passar por audiência pública, entre os dias 19 de dezembro e 20 de janeiro, e depois por votação na diretoria da agência reguladora.

As bandeiras tarifárias são taxas extras cobradas na conta de energia sempre que o custo de geração fica mais caro, em decorrência do acionamento de usinas termelétricas. Esses acionamentos ocorrem principalmente por causa do baixo índice de chuvas, o que reduz o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Apesar da mudança no preço da bandeira, a agência propôs manter o intervalo de acionamento, assim, quando o custo da térmica mais cara do sistema foi de até R$ 211,28 por megawatt-hora (MWh) a bandeira continuará verde, o que significa que não haverá cobrança extra. Se a térmica mais cara estiver entre R$ 211,28/MWh e R$ 422,56/MWh a bandeira acionada é a amarela, que implicará em uma cobrança de R$ 2 a cada 100 kWh consumido.

A bandeira tarifária vermelha 1 é acionada quando o custo da térmica mais cara estiver entre R$ 422,56/MWh e R$ 610/MWh, o que levará a uma cobrança de R$ 3 por 100 kWh e a vermelha 2 é acionada sempre que a térmica ultrapassar o custo de R$ 610/MWh. A partir de 2017, essa bandeira deve ter um custo de R$ 3,50 por 100 kWh.

Em 2016 a bandeira foi verde na maior parte do ano. A bandeira vermelha 1 foi acionada em janeiro e fevereiro, a amarela em março e novembro e no restante do ano, os consumidores não pagaram taxa extra na conta de luz.

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