Bahia projeta dobrar número de parques eólicos até o final de 2019

Os bons ventos devem soprar em 2019 na Bahia, com projeção de que até o final do ano o estado dobre o número de parques eólicos em funcionamento e seja também líder na geração desta fonte de energia, como também já lidera a geração de energia solar no país. Serão mais de 200 parques espalhados pelo interior do estado, onde o potencial de geração pela força dos ventos é maior, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômica (SDE) do Governo da Bahia.

Atualmente já existem 231 projetos comercializados, em 22 municípios baianos. Quando todos estes projetos estiverem operando, serão mais 5GW a partir da fonte eólica injetados na rede. Quando em operação, estes projetos serão capazes de suprir as necessidades de 16 milhões residências/mês, considerando que a média de consumo de residências do nordeste é de 120kWh/mês, segundo o Consumo Mensal de Energia Elétrica por Classe definido pela Empresa de Pesquisa Energética.

A Bahia hoje possui mais de 118 usinas em operação com potência instalada de aproximadamente 3GW, totalizando mais de R$ 11 bilhões em investimentos, distribuídos em 17 municípios. Destes os que possuem maior número de parques eólicos são: Caetité, Campo Formoso, Sento Sé, Gentio do Ouro, Igaporã, Guanambi e Pindaí. Além destes, Brotas de Macaúbas, Cafarnaum, Bonito, Brumado, Casa Nova, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Sobradinho, Xique-Xique e Dom Basílio vem despontando como novas fronteiras do desenvolvimento eólico baiano, informa a SDE.

Potencial

Titular da SDE, a secretária Luiza Maria explica que o estado tem as melhores expectativas para o setor eólico nos próximos anos, com um dos melhores potenciais já mapeado do país, conforme demonstra o Atlas Eólico (2013), com ventos constantes, unidirecionais e sem rajadas que proporcionam fatores de capacidade acima de 50%.

“A Bahia ainda ocupa o segundo lugar em geração de energia eólico no país, mas é líder no volume de projetos comercializados (29,90% do Brasil) e é o estado que cadastra mais projetos, considerando o histórico de leilões, com uma média de 25% de todos os projetos por leilão”, diz Maia..

“O nosso estado possui uma cadeia produtiva consolidada, gerando mais de 3 mil empregos nas unidades industriais dos principais fabricantes de equipamentos do setor”, finaliza a titular da SDE.

Fonte: A Tarde

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